A Loja Duque de Caxias ficou cinco anos na Rua 13 de Maio,  11 (em cima da
Padaria Rio Branco): de 1955 a 1960. Embora maior do que o 'barracão do
Macia', era, ainda, um local acanhado. A Loja ocupava o andar superior do
sobrado (que existe até hoje). No térreo ficava uma padaria, que acabou
virando ponto de referência para a localização da Loja.
O Irmão João Carlos Maciel de Almeida relembra: "Contávamos apenas com duas
pequenas salas, minúsculas instalações sanitárias e, embaixo da escada, um
vão onde ficava a Câmara de Reflexões. Uma das salas foi adaptada para o
Templo e outra servia de Sala dos Passos Perdidos, de secretaria,
tesouraria, biblioteca e tudo o mais. No Templo, entrava-se por uma porta
lateral, prejudicando a ritualística. Quando nos perguntavam o endereço da
Loja, era mais fácil dizer: em cima da padaria".
Com um quadro de cerca de 60 obreiros - e aumentando - até essas instalações
começaram a ficar pequenas. Esse fato e um acréscimo exagerado no aluguel
das salas fizeram com que se começasse a pensar em nova mudança.
E, desta vez, para uma sede própria.
Uma casa velha, mas ampla, em um terreno de aproximadamente 1.400 metros
quadrados na Avenida Capitão-Mor Aguiar, 520. O preço, uma verdadeira
'pechincha'.
E a oportunidade foi aproveitada. Em 1959, num exemplo de grande união, os
Irmãos da Duque compraram por 1.200 contos a sede própria da Loja, que
passaria por várias adaptações e reformas.
Segundo as anotações do Irmão João Carlos Maciel de Almeida, os primeiros
200 contos foram conseguidos a partir de um rateio entre os Irmãos Manoel
Valeije Olmos, Mário Diegues, Mansuetto Pierotti, José Fernandes e Antônio
Lopes Garrido.
Fugir definitivamente do aluguel do antigo prédio foi um alívio para o grupo
de 60 obreiros. Por isso, muitos irmãos se transformaram em pedreiros,
carpinteiros, pintores, encanadores e eletricistas, tudo para que a velha
casa pudesse abrigar a sede da Loja.
Assim foi por mais de 10 anos, até mesmo quando se construiu um galpão de
sapé no quintal, onde eram realizados almoços e jantares beneficentes.
Foi um período muito dinâmico para os obreiros da 'Duque'. Envolveu, entre
outras atividades, a fundação do Clube das Acácias, o lançamento do primeiro
número do boletim 'O Aprendiz' (1964) e a adoção do Lar Vicentino de Amparo
à Velhice (1967).
Em 1974, o desafio de erguer um prédio definitivo, que atendesse às
necessidades da Loja, tomou fôlego. Como conseqüência, houve uma verdadeira
avalanche de rifas, almoços, venda de chaveiros, pedidos de doação, enfim,
tudo que pudesse auxiliar no desenvolvimento da obra.
Os frutos logo apareceram e, dessa maneira, com planta, projeto e
coordenação do Irmão Aloysio Teles de Melo, lançou-se a pedra fundamental do
novo prédio em fevereiro de 1975.
Foram necessários três anos para que, em 7 de outubro de 1978, o novo
Templo fosse Sagrado Ritualisticamente pelo Sereníssimo Grão-Mestre Erwin
Seignemartim.
A Sessão Magna, presidida pelo então Venerável, Irmão Mário Diegues, contou
com 600 Irmãos, representando 19 Lojas da Baixada Santista, 16 da Capital,
13 do Interior e da região do “ABC”, além de Lojas de outros Estados: Duke
of Clarence (Rio de Janeiro), Nova Era (Campo Grande/MS), Esperança II
(Jacutinga/MG), Amor e Caridade (Petrópolis/RJ), Luz e União (Poços de
Caldas/MG) e Branca Dias (João Pessoa/PA).
Vale ressaltar que, consolidando o trabalho beneficente, quase três anos
depois, com o apoio fundamental do Clube das Acácias, a Loja fundava a
Creche 'Sonho da Criança'.

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