A
Loja Maçônica Duque de Caxias 70 foi fundada
no dia 25 de fevereiro de
1949, jurisdicionada à Grande Loja do Estado de São
Paulo.
Os preparativos, sob intenso sigilo, duraram cerca de dois
meses e
obedeceram a um plano muito bem elaborado por Manoel Valeije
Olmos em 1946.
Nesse período, aqueles que seriam os oito fundadores
reuniam-se na casa de
Valeije, que, a exemplo de outros, pertencia à Loja
XV de Novembro, de
Santos. Esses irmãos eram, além de Valeije,
Cremiro Azevedo, Frederico
Matzner, Gabriel Lopes Pereira Filho, Joaquim da Silveira
Varjão, José
Macia, Manoel Rodrigues de Azevedo e Paulo Alves.
Nos dias de reunião, Valeije dava um jeito de seus
familiares sairem —
geralmente mandava todo o mundo para o cinema — a fim
de ter mais liberdade
para conversar.
Decidida a fundação da Loja, lançaram-se
os oito Irmãos à elaboração dos
documentos necessários e começaram, até,
a tratar da construção de um
modestíssimo Templo, nos fundos do estabelecimento
comercial de José Macia,
na Avenida Antonio Emmerich, 595.
Tudo continuava, porém, em absoluto segredo. Temia-se,
principalmente, que a
fundação da Duque fosse encarada como fruto
de desentendimento entre Irmãos,
que, com isso, estariam provocando uma cisão na Loja
XV de Novembro.
Tudo pronto, foram à presença do Grão-Mestre
Carlos Reis Filho, a quem
relataram o que estava sendo planejado em segredo. Prestativo,
o Grão-Mestre
deu apoio à iniciativa e prometeu ajudar no que fosse
possível. Só então os
fundadores comunicaram sua intenção à
Loja XV de Novembro, recebendo,
também, todo o apoio dos Irmãos daquela Oficina.
No dia 24 de maio de 1949, a Loja Duque de Caxias instalou-se
no barracão
dos fundos do estabelecimento comercial de José Macia
e, aí então, é que a
fundação da nova Oficina foi comunicada às
demais Lojas de Santos.
A primeira administração da Loja Duque de Caxias
foi integrada pelos
fundadores e ficou assim constituída: Venerável:
Manoel Valeije Olmos; 1º
Vigilante: Manoel Rodrigues de Azevedo; 2º Vigilante:
Paulo Alves; Orador:
Joaquim Silveira Varjão; Secretário: Gabriel
Lopes Pereira Filho;
Tesoureiro: José Macia; Chanceler: Cremiro Azevedo;
e, Hospitaleiro:
Frederico Matzner.
Bastaram alguns anos para que a Duque ficasse pequena. A primeira
mudança
foi para a Rua Tamoio, 23, esquina com a Rua Frei Gaspar,
no cinema de
Moacir de Andrade Lima (pai do Irmão Antônio
Lima), que havia sido iniciado
no "barracão do Macia".
Em 27 de agosto de 1955 nova mudança, desta vez para
a Rua 13 de Maio, 11,
cujo Templo foi Sagrado no dia 10 de março de 1956,
em Sessão presidida pelo
Grâo-Mestre Adjunto Francisco Rorato.
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