Questões da vida
24/05/2011
Tudo começou ao tentar desenvolver um tema para apresentação de um trabalho em Loja. Permaneci por um bom tempo a pensar, a filosofar sobre as questões que atormentam a humanidade praticamente desde que tomou consciência de sua pequenez (ou de sua grandiosidade, dependendo do foco como encaramos) – as famosas questões sobre: a) "quem somos?"; b) "de onde viemos?" e c) "para onde vamos?". Bom, vocês eventualmente hão de me perguntar: O que você conseguiu? E eu, singelamente respondo: Depois de um pensar sem fim... eu consegui... Consegui meus IIr.’. uma tremenda enxaqueca e dúvidas maiores e mais atrozes do que as que já desfrutava. Não obtive nenhuma resposta que considerasse adequada. Percebi apenas que, dependendo da maneira com que direcionadas as indagações (religiosa, hermética,evolucionista, ufológica, quântico-energética, dentre outras tantas, que também foram suscitadas), elas apresentam respostas tão díspares quanto insatisfatórias. O tormento persistiu por dias intermináveis, até que coincidentemente (prefiro o termo "sincronicidade"), um grande amigo abordou o tema, e eu lhe contei minha dificuldade. Ele então falou algo – como só os verdadeiros e sábios amigos conseguem – que em um primeiro momento me deixou um tanto quanto irritado, mas que agora, com a mente e o espírito mais centralizado, mais tranqüilo, faz todo o sentido, foi mais ou menos isso: "TODAS as respostas que você obteve às suas indagações são corretas, embora tão diferentes entre si. Cada uma em sua simplicidade alcança você em determinado nível de seu processo cognitivo, fazendo com que você a perceba conforme o momento ou a situação em que vive". Nem é preciso dizer que o mandei "às favas" (de onde tirei essa expressão, só o GADU sabe), que pedi gentilmente que ele lançasse essa filosofia búdica em locais muito, muito obscuros. Mas, em resposta a esse rompante de ira, obtive dele um sorriso enigmático, acompanhado de uma afirmação: "mais tarde você compreenderá o que eu quis dizer. Apenas analise calmamente o conjunto das informações, de forma multidisciplinar, reduza os argumentos todos à resposta mais simples e você terá a solução do que o aflige. A resposta já está dentro de você. Medite, adentre o sem templo, consulte o seu "eu" interior sobre isso. Digo mais uma vez, a resposta mais SIMPLES é, via de regra, a adequada... Mantenha o foco no EQUILIBRIO razão-emoção". Queria uma resposta direta e obtive enigmas! Desviamos o assunto para coisas do dia a dia. Mais tarde nos despedimos e, ao retornar para casa, no meio do caminho, uma tristeza se apoderou de mim, pois uma vez mais tomei consciência de algumas coisas que definitivamente preciso consertar: minha arrogância e minha impaciência. Às vezes agimos sem tomarmos consciência o que estamos fazendo, ou de como estamos afetando a nós mesmos ou aqueles que nos rodeiam, gerando falsas impressões, que às vezes demoram para serem desfeitas – quando o são! Uma vez mais, esse ser iluminado, que considero um de meus MESTRES, com certeza meu AMIGO e, definitivamente, meu IRMÃO ESPIRITUAL, demonstru e praticou a mais pura expressão do AMOR DE ÁGAPE, com sua paciência, doçura, simplicidade, e, acima de tudo com sua tolerância ao novamente me ensinar a forma para se atingir um objetivo, não me dando a solução já pronta, que certamente não produziria o efeito benéfico da evolução. Amigos são assim. Assim deveria ser a família, deveriam ser os Irmãos. Atentos ao claudicar de seus pares pelo caminho. Prontos a intervir, sem necessidade de solicitação, demonstrando eu o caminho é individual sim, mas nem por isso deve ser solitário, afinal, a companhia em alguns trechos torna os obstáculos mais amenos, mais fáceis de serem transpostos. As respostas às questões da vida? Continuo na busca, na peregrinação. AINDA não as encontrei. Mas agora não tenho pressa porque estou em paz, me buscando e seguindo o Caminho...
fonte: Sidney Machado Jr, Companheiro da Loja Duque de Caxias
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